Programa de Desenvolvimento do Sector Agrário orçado em mais de USD 400 milhões
O Programa de Desenvolvimento de Médio Prazo para o quinquénio 2009-2013 do Ministério do Agricultura e do Desenvolvimento Rural (Minader) está orçado em mais de 400 milhões de dólares norte-americanos, disse o titular do sector, Afonso Pedro Canga.
Em entrevista Angop, neste fim-de-semana, na cidade do Luena, província do Moxico, o governante referiu que o valor estimativo para implementação de projectos do sector agrário nacional faz parte do programa de investimentos públicos do Governo angolano.
O ministro da Agricultura informou igualmente que, para 2008, o Governo aprovou, em Março último, um crédito de 270 milhões de dólares norte-americanos para atender a agricultura familiar com instrumentos agrícolas.
Afonso Pedro Canga salientou que, em função dos valores a serem disponibilizados, torna-se imperioso a obtenção de resultados e a feitura de uma gestão correcta dos recursos financeiros.
Segundo o titular da Agricultura, as verbas para o sector agrário ainda não satisfazem todas as suas necessidades, mas disse compreender que o país está em reconstrução e que existem igualmente outros sectores de actividade com necessidade de recursos financeiros.
Apesar da insuficiência das verbas, afirmou que todos os programas e projectos do ministério da Agricultura, aprovados pelo Governo, têm a respectiva cobertura financeira para que possam ser executados com êxito.
De acordo com o responsável, independentemente dos recursos públicos, é preciso também encontrar outras fontes de financiamento para os empresários agrícolas, os comerciantes e os empresários industriais, vocacionados ao sector agrário.
“(…) Significa que nós devemos ter no país instrumentos que viabilizem o acesso ao crédito a quem pretende dedicar-se actividade produtiva. O Governo deu o primeiro passo ao criar o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), que tem nas suas prioridades o sector agrário. Esta instituição financeira começou a funcionar há um ano, e financiou já vários projectos agrícolas e naturalmente fará mais, ainda é o começo”, esclareceu Pedro Canga.
Para o ministro, a banca deve constituir-se no principal financiador da actividade de produção. “O estado investe nas infra-estruturas públicas para viabilizar as iniciativas dos produtores. A título de exemplo, nós temos o Programa de Desenvolvimento do Pólo Agro-industrial de Capanda, que foi concebido para a produção em média e grande escala”.
Neste projecto, indicou, haverá, em termos de investimento público, a construção de infra-estruturas básicas, como água, electricidade, a implantação do perímetro irrigado, a integração das famílias no plano, a construção de habitações para agricultores familiares e assistência técnica.
O Governo, segundo Afonso Pedro Canga, está a investir no Pólo Agro-industrial de Capanda 370 milhões de USD, enquanto o sector privado aplicará USD 700 milhões.
“A nossa estratégia visa conciliar o investimento público e o privado, em termos de produção semelhança do que está a acontecer nos perímetros irrigados, onde o Estado está a implantar as estruturas básicas e os canais de irrigação para que o sector privado tenha possibilidade de investir (…)”, explicou.



