Cerca de vinte transfusões de sangue são efectuadas diariamente no hospital central do Huambo, com a capacidade para 900 pacientes, revelou hoje (sábado), nesta cidade, o seu responsável, João Chicoa.

O director do hospital central do Huambo, João Chicoa, que falava a quando da visita de trabalho do Arcebispo, Dom José de Queirós Alves, realizada hoje, sábado, disse que às unidades hospitalares, no âmbito do dia Mundial do Doente (11 de Fevereiro), registam insuficiência deste liquido, tendo em conta o número de pacientes que são atendidos diariamente.

Actualmente, de acordo com o director do hospital central, os dadores e voluntários de sangue são as principais fontes de aquisição de sangue para o atendimento dos pacientes internados em várias secções do hospital central, sobretudo, na maternidade, pediatria e cirurgia.

“Continuamos a contar com os nossos dadores e alguns voluntários de várias organizações não governamentais, associações de diversas igreja, e de instituições do estado, que periodicamente apoiam-nos neste sentido”, afirmou João Chicoa, dando ainda a conhecer que o hospital tem fundos para apoiar os dadores e em contra partida atenderem os casos pontuais que surgirem.

No hospital central do Huambo, que funciona em naves pré-fabricadas, devido as obras de reabilitação que estão a ser implementadas desde os meados do ano de 2006, estão internados 831 pacientes, 476 dos quais são crianças controladas na secção da pediatria e outras enfermarias.

O Arcebispo do Huambo, visitou demoradamente todas as enfermarias do hospital central, psiquiátrico e militar, onde benzeu os pacientes, para alem de desejar rápidas melhoras.

O prelado da igreja católica, reconheceu os esforços que são empreendidos pelos médicos e enfermeiros, afirmando que há muito trabalho e dedicação por parte dos funcionários no atendimento dos pacientes.

Reconheceu ainda os esforços estão a ser empreendidos pelo governo angolano na expansão e aumento de unidades hospitalares, em varias localidades da província do Huambo, com mais de dois milhões de habitantes.

A malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas, má nutrição e fracturas físicas, sobretudo por acidente de viação, são os principais casos que dão entrada nas principais unidades sanitárias da cidade do Huambo.