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Especialista brasileiro propõe criação de Centro de Empreendedorismo na área das tecnologias

Luanda, 28/11 – O especialista brasileiro em Tecnologias de Informação Benito Paret propôs hoje, quarta-feira, em Luanda, a criação de centros de empreeendedorismo tecnológico em Angola, para surgimento de novas empresas nacionais e desenvolvimento do sector no país.
Benito Paret, presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro, que falava sobre o “Empreendedorismo tecnológico de Angola”, na II edição do Fórum das Tecnologias de Informação, afirmou que Angola tem de criar empresas nacionais na área das TICs para criar uma dependência desejada para o país.

Sublinhou que a instituição de um centro de empreendedorismo tecnológico é uma decisão estratégica que contribuiu significativamente para o desenvolvimento económico e social de Angola.

Segundo afirmou, o empreendedorismo é algo fundamental porque grande parte das empresas brasileiras do sector nasceram por este meio, acrescentando ser necessário o desenvolvimento do espírito empreendedor nas comunidades académicas.

Explicou que os centros do género devem em primeiro lugar consciencializar e difundir conceitos empreendedores, através de cursos, seminários e palestras na comunidade académica.

Ressaltou que a segunda função de um centro empreendedor é a criação de pré-incubadoras onde são seleccionadas as ideias inovadoras que possam se transformar em planos de negócio.

Estes centros, de acordo com o especialista brasileiro, devem desenvolver programas de capacitação e desenvolvimento empresarial, difundir conhecimentos de gestão, mercado e sobre tecnologias.

Para motivar a criação de empresas nacionais, Benito Paret propôs ainda a criação do prémio “Angola empreendedor”, um mecanismo de incentivo criação e fortalecimento de projectos incubadores.

Na sua óptica, para a criação de novas empresas é necessário pessoal capacitado e motivado, bem como investir não só nos recursos humanos, mas também atrair empresas estrangeiras e criar instituições nacionais especializadas.

O evento, com a duração de três dias, é promovido pela Comissão Nacional de Tecnologias de Informação ( CNTI) em parceria com a Fundação Eduardo dos Santos (FESA), tendo como objectivo a promoção da informação, do conhecimento e da aplicação das TICs em prol do desenvolvimento do país, dos angolanos e dos vários sectores que compõem a economia nacional.

Hoje, durante a primeira sessão, falou-se dos “os grandes desafios do Governo electrónico”, ” Melhoramento dos serviços de saúde e educação com recursos s TICs”, entre outros.

O fórum destinado a estudantes, empresas públicas e privadas, e administração pública, conta com a participação de representantes de Moçambique, Portugal, África do Sul e Brasil.

ANGOP

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