Entrevista do Governador Malungo

O governador do Huambo, Albino Malungo, assegurou que o seu partido vai cumprir aquilo que prometeu aos eleitores durante as eleições legislativas. Em entrevista aos órgãos públicos de comunicação social, que a seguir se publica, o antigo embaixador de Angola no Japão e na Coreia do Sul manifestou igualmente o desejo de, no fim do seu mandato, poder dizer que o Huambo é o maior produtor de milho do paÃs. O também ex-ministro da Assistência e Reinserção Social disse que não vai mexer no actual executivo provincial, sem que haja razões suficientemente fortes para o fazer.
Por Guilhermino Alberto (Jornal de Angola)
O Senhor tomou posse há cerca de três meses. Já tem o conhecimento suficiente dos dossiers que o aguardam?
Albino Malungo: Já. Encontrei aqui uma equipa que trabalha, uma equipa constituÃda por vários profissionais, sendo o governador o dinamizador desta grande equipa de trabalho.
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JA: Foi fácil substituir uma pessoa que é hoje, por mérito próprio, o Primeiro-Ministro de Angola? AM: A minha missão é continuar a respeitar o profissionalismo que caracteriza essa pessoa. A minha missão será, em sÃntese, cumprir as linhas traçadas pelo meu partido, que é no fundo aquilo que o anterior governador fez. Penso que não será um parto difÃcil essa mudança. |
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JA: O Presidente da República, durante a sua visita ao Huambo, em Agosto de 2008, disse que «aqui há trabalho». Um mês depois, em Setembro, o partido que sustenta o Governo, o MPLA, venceu nas legislativas todos os cinco assentos do cÃrculo provincial eleitor AM: Esta provÃncia reconhece claramente quem é o lÃder deste paÃs, que é Sua Excelência o Engenheiro José Eduardo dos Santos, e que muito fez para que a provÃncia atingisse hoje os nÃveis de crescimento económico e social que hoje tem. A reabilitação completa da estrada Huambo-Bailundo, por exemplo, é uma iniciativa do Chefe de Estado. E é uma estrada que dignifica a provÃncia e o paÃs. Todos nós que viajamos encontramos estradas como aquela em paÃses que conhecem um grande nÃvel de desenvolvimento. Portanto, eu penso que, para além do trabalho aqui realizado por Sua Excelência o engenheiro António Paulo Kassoma, devemos agregar o grande empenho do Presidente da República e Chefe do Governo, Sua Excelência engenheiro José Eduardo dos Santos, assim como de Sua Excelência o ministro das Obras Públicas. Contando com tudo isso e com o programa traçado pelo partido, penso que não será tão difÃcil assim governar a provÃncia do Huambo. |
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JA: O senhor pretende fazer mudanças no actual executivo provincial ou vai moldar a actual equipa ao seu estilo de trabalho? AM: Eu preciso primeiro de aprender com esta equipa. Como o Presidente da República disse, e bem, aqui há trabalho. Portanto, vamos manter a actual equipa, só vamos mudar se as circunstâncias o exigirem. Para vossa informação, devo dizer que nem sequer o director do meu gabinete foi substituÃdo. |
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JA: Que mais-valia poderá levar ao Huambo à sua experiência como embaixador no Japão e na Coreia do Sul? AM: Estive recentemente com Sua Majestade o Imperador do Japão a quem manifestei o interesse do reforço da nossa cooperação, assim como estive também com o primeiro-ministro da Coreia, que mandará no próximo mês de Março uma missão empresarial ao Huambo para explorar as potenciais áreas de cooperação. Significa que eu aproveitei um pouco deste grande prestÃgio que tem o nosso Governo para ir buscar outra mais-valia para o desenvolvimento do paÃs. |
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JA: Já que fez referência ao Bailundo, o Rei Ekwikwi IV, do Bailundo, manifestou recentemente o seu reconhecimento pela forma digna como o Presidente da República e Chefe do Governo de Angola tem estado a tratar das suas figuras históricas. O Rei do Bailundo AM: Devo dizer, com toda a franqueza, que ainda não está bem acomodado. Precisa de um pouco mais para estar bem acomodado. Existe um plano do Governo para a dignificação das autoridades tradicionais e nós vamos fazer um esforço suplementar para que o Rei do Bailundo tenha melhores condições ainda. |
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JA: A cidade do Huambo tem sido, passe a expressão, a Meca de Angola, onde centenas de peregrinos se deslocam para passar um fim-de-semana tranquilo ou as suas férias anuais. o sector hoteleiro tem se deparado com algumas dificuldades para acolher cada vez ma AM: O Huambo está aberto e disponÃvel para dar alguns estÃmulos à queles compatriotas que queiram apostar no sector hoteleiro. É preciso não esquecer que o turismo é hoje uma indústria que pode dar grandes receitas ao paÃs. E o Huambo tem tudo para dar certo no sector do turismo. Encorajamos, por isso, todos aqueles que pretendam investir no sector a fazê-lo. Estamos abertos a todas as iniciativas. |
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JA: O MPLA viu sufragado nas urnas o seu programa de governo. No final do seu mandato, o que gostaria de dizer aos eleitores do Huambo? AM: Como governador e militante do partido no poder, no final do meu mandato gostaria de dizer aos eleitores e ao meu partido que sou o governador da provÃncia que mais milho produz no paÃs. Quero chegar ao Chefe de Estado e do Governo e apresentar Ãndices elevados de produção de cereais. Ao eleitor do Huambo fica a garantia de que o MPLA vai cumprir o que prometeu e que eu estou aqui para que essas promessas se concretizem. |
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JA: Dos poucos meses que leva à frente do Governo do Huambo que áreas da economia foram já identificadas para atacar, no bom sentido, imediatamente? AM: A agricultura é, sem dúvidas, o sector número um, porque vai ajudar o Governo a combater a fome e o desemprego. Os sectores que se seguem são os da energia e águas, saúde e educação. Vamos trabalhar para reduzir substancialmente as actuais bolsas de crianças fora do sistema de ensino, que preocupam o Governo e o partido. Este ano já fizemos muito, mas penso que no próximo muito mais será feito. |
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JA: O que nos tem a dizer sobre a candidatura do Huambo para capital ecológica de Angola? AM: Não só queremos que o Huambo, que tem as condições para isso, seja a capital ecológica de Angola, mas pretendemos que a nossa cidade seja no continente uma referência de conservação do meio ambiente. Vamos trabalhar muito com a nossa juventude na educação ambiental para que o Huambo seja de facto um exemplo no domÃnio ecológico. |



