Eleitores podem conhecer mesa de voto por telefone
António Pedro
Os eleitores angolanos podem conhecer o local onde vão votar a 5 de Setembro próximo, a partir do telemóvel. Basta escrever uma mensagem com o número de registo eleitoral, seguido de espaço e do grupo, enviando depois para o número 114 da Unitel ou da Movicel. Instantaneamente, o sistema fornece a resposta sobre a localização da mesa de voto.
Este facto foi anunciado e ensaiado ontem, em Luanda, pelo comissário da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Raul Araújo, quando falava sobre “O Processo Eleitoral da República de Angola”, aos membros do Colégio de Comando e Estado Maior das Forças de Defesa do Zimbabwe, que também integra países como Namíbia, Botswana e África do Sul.
Raul Araújo explicou aos militares do Colégio de Comando o funcionamento de todo o processo eleitoral, desde 1992 até ao momento actual, melhorias incrementadas, a forma como foi criada a CNE e a indicação dos representantes de diferentes organismos que a integram, bem como os resultados que se esperam alcançar.
O jurista lembrou aos presentes que alguns actores políticos manifestaram há muito que existe fraude eleitoral em Angola. “É complicado quando o local do jogo não foi indicado, nem o árbitro da partida, bem como as equipas em disputa, e já se fala em batota”, sublinhou.
Mas, os esforços empreendidos mostraram o contrário, porque, na verdade, se pretende realizar eleições livres, sem falhas de ordem organizacional, para que os angolanos encarem a efectivação do processo com orgulho. “Este é o nosso objectivo”, garantiu.
O momento actual, adicionado experiência acumulada do processo eleitoral de 1992, segundo o comissário da CNE, constituem um forte teste democracia angolana. “Temos consciência que se estas eleições correrem mal, teremos graves problemas e dificuldades de consolidação da nossa democracia. Por isso, o processo tem sido transparente”, assegurou.
A nível da Comissão Nacional Eleitoral e de outros órgãos intervenientes, como os partidos políticos concorrentes, há todo o interesse em transformar o presente processo num factor de estabilidade política e de garantia da democracia em Angola, afirmou o jurista Raul Araújo.
JORNAL DE ANGOLA



