A Delegação Provincial da Cruz Vermelha de Angola (CVA) no Huambo distribuiu, desde Janeiro até a presente data, cerca de mil e quinhentas e treze mensagens para reunificação familiar, no âmbito do seu programa de localização de pessoas desaparecidas ao longo do conflito armado e não só.

De acordo com o coordenador provincial da agência de pesquisa do CVA, António Satota, que considerou razoável o trabalho desenvolvido até Setembro deste ano, foram emitidas, a partir dos escritórios locais da instituição, uma média de mil e trezentas e trinta e nove outras mensagens, destinadas a localizar familiares residentes em outras províncias e países limítrofes.

Sublinhou que ao longo deste mesmo período a CVA recebeu 421 mensagens para estabelecimento de contactos preliminares, 13 pedidos de localização de crianças e 349 pedidos para pesquisa de adultos, o que resultou na reunificação de cinco famílias e seis pedidos aceites para reunificação familiar.

Segundo ele, com a publicação da 1ª edição da revista “Gazetinha”, que tem por finalidade acelerar o processo de reunificação de crianças não acompanhadas separadas dos seus tutores, muitas têm sido as pessoas que reconhecem os seus parentes. Porém, a troca de alguns dados constantes na base de dados do CVA tem condicionado a rápida reunificação.

“Muitas crianças são reconhecidas apenas pelas fotografias, mas possuem novo registo e nesta condição estão cerca de 115 petizes”, lamentou.

Com a distribuição da gazetinha, as pessoas que têm dificuldades em ler terão mais hipóteses de reconhecerem e ter de volta as suas crianças, através do contacto visual com as fotografias.

Nesta região a CVA desenvolve o seu trabalho de reunificação em estreita parceria com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Mais de 590 crianças, que estavam separadas das suas famílias, foram reunificadas em todo o país, desde 2002, enquanto que até Junho deste ano mais de 900 pais estavam a procura do paradeiro de seus filhos.

(ANGOP)